domingo, 12 de julho de 2009

Quem é vivo sempre aparece..

Cá estou eu de volta! Depois de uma pequena hibernação nada melhor do que colocar os assuntos em dia. Primeiro, por que fiquei tanto tempo longe do blog? Nem eu sei a resposta. Talvez a fase de transição, a adaptação a nova rotina, a pouca experiência na condução de um blog, sei lá! Escolham vocês os motivos.

O que sei é que este início de férias trouxeram novos ares, algo muito importante para alguém que lida com as palavras. Motivações não faltam para que eu continue meu trabalho por aqui. Ao contrário de nosso "querido" Diogo Maynardi que não se adaptou a internet e "pediu pra sair", cada dia que passa eu me sinto mais integrado com essa maquininha e acredito na sua potencialidade na formação de cidadãos, e cidadãs também por que não?

A partir de agosto se inicia uma nova fase em minha vida (alguns podem dizer: - mais de novo?). Ingressei na Pós-graduação de História da Unesp de Assis. E como pesquisa e docência não podem se dissociar, a partir de então sempre farei referências a minha pesquisa e aos assuntos adjacentes.

Estudarei o Telecurso, isso mesmo, aquele programa de EAD que passa de madrugada na Rede Globo. Pois é, este programinha foi criado em 1978. E há diversas histórias cercando sua criação. É isso que vou historiar.

Por isso, a partir de agora falaremos não só da nossa condição como "seres professores", mas também discutiremos temas importantes, como democratização da mídia, política, cultura, economia e até sobre o nosso Michael!

Pois um professor tem de ser completo, mesmo não sendo!

domingo, 24 de maio de 2009

Mudando de Casa…

Pessoal estou de mudança, essa semana ocorreu uma pequena reviravolta em minha vida profissional. Desde o início do ano eu lecionava na EMEF Adelaide Pedroso Racanello em Ourinhos (70 Km de minha casa). Ou seja, viajava 140 Km quase todos os dias para dar aulas.

Porém, consegui aulas no município vizinho, que fica a 30 minutinhos de casa e consegui abrir a minha portaria no Estado. Lecionarei na E.E. Clybas a pouco mais de 10 minutos de casa.

Provavelmente, esse cenário seria o caso perfeito, se não fosse por uma motivo, ter de abandonar o Racanello. Este texto é dedicado a todos os professores, a direção, e a coordenação que acolheram com muito respeito um professor novato com tantos sonhos, medos e desafios pela frente.

Minha experiência na rede pública oficial não poderia ter sido melhor. Perceber que uma escola que conta com profissionais sérios pode desenvolver um bom trabalho, a despeito da situação precária da educação de nosso país, enche de esperança um professor em seu início de carreira.


Fiquei muito triste em ter de abandonar meus colegas de trabalho, meus alunos, e todos da escola que estavam sempre motivados, apesar das adversidades, a fazer nossos “pestinhas” aprenderem.

Agradeço as professoras Vanessa de ciências (que me recebeu tão bem e me ajudou nos primeiros passos da vida de professor), Carolina de História (que não pegou as aulas da tarde na atribuição, me proporcionando essa experiência) aos professores Thyago de Língua Portuguesa, Marcos de Inglês (pela motivação, seriedade e conhecimento), Móises, o nosso AP sempre disposto a contar boas histórias, Toyota de E.F. A professora Davina, nossa cordenadora, que também está enfrentado um grande desafio no nível II. A professora Edélzia, que desde o primeiro dia de aula deixou transparecer, sua seriedade, profisionalismo, compromisso e amor pela educação. Agradeço todos os professores que me propiciaram tão linda experiência.

Muito obrigado a todos e espero poder trabalhar novamente com belos profissionais.

domingo, 17 de maio de 2009

Cristovam Buarque e a sua bandeira...





Conforme anunciado aqui em nosso blog ocorreu nesse dia 15/05 (sexta-feira) a abertura do I Fórum Educacionista de Ourinhos. O evento contou com a presença do Profº Dr. e Senador Cristovam Buarque que proferiu sua palestra um auditório de mais de 600 pessoas.

Por que educacionismo? Essa era a pergunta que o professor tentou responder. Como já foi dito no Blog o educacionismo propõe uma revolução pela educação. Seu lema o filho do trabalhador na mesma escola do filho do patrão! O professor, incomodado com a falta de novas utopias, acredita que o educacionismo é a saída para os problemas da humanidade.

A tarefa é árdua, 200 mil escolas em todo país, mais de 2,5 milhões de professores. A proposta do Senador e a federalização da educação, criando uma carreira federal do magistério, na qual o professore fosse bem remunerado em todo país. A idéia do professor é estender a todas as escolas do país o modelo do Colégio Pedro II, onde um professor ganha em média 4 mil reais.

É óbvio que isso não se faz da noite para o dia. 20 anos, essa é proposta, 10 mil escolas por ano, passariam por essa revolução! 100 mil professores contratados por ano.
Isso é plenamente possível, e factível de acordo com o orçamento da União.

Porém, o desafio é grande, em um país onde somente 1/3 dos jovens conclui o Ensino Médio, existem 14 milhões de analfabetos, onde as pessoas não valorizam a figura do professor e nem do bom aluno. A tarefa tem de ser de persuasão, convencer as pessoas que somente a educação diminuirá nossa desigualdade.

Fica lançado o desafio... quem quiser abraçar a causa seja bem vindo ao educacionismo!