quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um espaço em plena mudança...

Este blog começará a passar por uma pequena mudança. A primeira pequena grande modificação é o retorno das postagens periódicas. Desapareci por um tempo, não por ter desacreditado do poder de interlocução desse espaço, mas por estar um pouco confuso com tudo que aconteceu na minha vida.

Deixei a sala de aula. Estou engajado agora na minha pesquisa de mestrado (sou bolsista e não posso dar aulas). Isso me fez chegar a uma conclusão: "Se não estou em sala de aula como vou escrever um blog sobre professores?". Essa constatação me atormentou. Até que decidi dar uma repaginada na minha página

A partir de agora tratarei aqui no blog da educação como um todo. Não no seu sentido estrito, burocrático. Mas no seu sentido freireano. Acredito ser imprescindível ao ser professor saber sobre cultura, política, mídia, e outros assuntos interessantes, mas que acabamos deixando de lado, perdidos entre tantos diários, papeletas, reposições e alunos.

Talvez a ampliação da minha pequena lupa amplie também o público desse blog. Assim terei de me acostumar a não escrever exclusivamente para professores. Estou preparado para o desafio. O que resultará toda essa mudança? Não sei!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

As mazelas da reposição

Após toda a algazarra em torno da gripe suína, os professores e alunos voltaram ao trabalho. Para alívio dos país que não aguentavam mais seus filhos em casa, e descobriram a verdadeira função da escola. Porém sabemos o quão falaciosa está sendo essa reposição.
Repor o quê? Aonde? O único resultado desse reposição e o cansaço do professor e o tédio do aluno. Ambos tendo de desenvolver atividades aos sábados. Pelo menos os pais podem ir às compras nesse horário.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A missão do professor

Qual a missão do profissional que tem de lidar com mais de 30 alunos por hora? E a cada hora esses alunos mudam? Totalizando 300, 400, 500 por semana! Se considerarmos que cada um desses alunos mora em uma casa com pelo menos mais quatro pessoas, nos damos conta que falamos para 2500 pessoas por semana. Ou seja, nossos gostos, ideias, nossos humores, tudo isso chega a 500 lares todos os dias. É muita gente!
Essa quantificação que acabei de fazer revela a grande responsabilidade que cerca o nosso ofício. Somos capazes de instalar o otimismo, o pessismismo, a simpatia ou a antipatia. Dentro de uma sociedade marcada pela violência como a nossa, o papel do professor é o de humanizar é o de trazer o sorriso, despertar a curiosidade, motivar o espírito.
Para tal missão não basta estarmos aptos intelectualmente, devemos estar felizes com o mundo. Acreditarmos que a mudança é possível. Quando caímos na descrença pouco há para contribuir. E a missão do professor é contribuir, mostrar o caminho, alertar para a necessidade da compreensão do real.
Cair em descrença com a atual realidade da escola é algo rotineiro, cotidiano. Todos os dias fazemos nossas reclamações, nossos discursos derrotistas. Devemos da mesma forma, construir a escola que queremos todos os dias, na relação com os outros seres humanos, mesmo que estes tenham esquecido que são humanos.