domingo, 17 de maio de 2009

Cristovam Buarque e a sua bandeira...





Conforme anunciado aqui em nosso blog ocorreu nesse dia 15/05 (sexta-feira) a abertura do I Fórum Educacionista de Ourinhos. O evento contou com a presença do Profº Dr. e Senador Cristovam Buarque que proferiu sua palestra um auditório de mais de 600 pessoas.

Por que educacionismo? Essa era a pergunta que o professor tentou responder. Como já foi dito no Blog o educacionismo propõe uma revolução pela educação. Seu lema o filho do trabalhador na mesma escola do filho do patrão! O professor, incomodado com a falta de novas utopias, acredita que o educacionismo é a saída para os problemas da humanidade.

A tarefa é árdua, 200 mil escolas em todo país, mais de 2,5 milhões de professores. A proposta do Senador e a federalização da educação, criando uma carreira federal do magistério, na qual o professore fosse bem remunerado em todo país. A idéia do professor é estender a todas as escolas do país o modelo do Colégio Pedro II, onde um professor ganha em média 4 mil reais.

É óbvio que isso não se faz da noite para o dia. 20 anos, essa é proposta, 10 mil escolas por ano, passariam por essa revolução! 100 mil professores contratados por ano.
Isso é plenamente possível, e factível de acordo com o orçamento da União.

Porém, o desafio é grande, em um país onde somente 1/3 dos jovens conclui o Ensino Médio, existem 14 milhões de analfabetos, onde as pessoas não valorizam a figura do professor e nem do bom aluno. A tarefa tem de ser de persuasão, convencer as pessoas que somente a educação diminuirá nossa desigualdade.

Fica lançado o desafio... quem quiser abraçar a causa seja bem vindo ao educacionismo!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Professor temporário em SP

A Secretaria da Educação de SP, comandada pelo Sr. Paulo Renato, emitiu uma nota que esclarece como ficará a situação para os professores temporários (cerca de 80 mil) ano que vem. Os professores serão submetidos a uma prova, provavelmente no mesmo teor da deste ano. Quem for reprovado não poderá atuar em sala de aula, cumprirá uma carga de 12h em outras funções.

A medida com certeza causará furor no professorado, como fora ano passado, porém desta vez creio que aqueles que foram mal, nem me refiro aos que zeraram, mas sim aqueles que tiveram fraco desempenho em uma prova notoriamente fraca. Eu que até o momento nunca tinha entrado em sala errei apenas 2 questões. Já professores com anos de experiência (que também será contado) acertaram pouco mais de 50%.

Creio que cobrar do Estado respeito com a educação e tarefa do professorado, mas antes disso, deve existir o nosso compromisso com os alunos e com o conhecimento, elemento que faltou para muitos de nossos colegas.

Espero que as medidas do Estado não parem por aí, e que, caminhem no sentido da regulamentação da jornada de 1/3 de atividades fora da sala de aula.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Mudanças à vista... ou a prazo?

O Ministério da Educação vai discutir junto ao Conselho Nacional de Educação (CNE) o projeto de modificação do Ensino Médio. Entre as principais mudanças estariam: a divisão da grade em quatro grandes eixos, o que acabaria com a divisão rígida entre matérias; um aumento da carga mínima de 2,4 mil para 3 mil horas; flexibilidade para que o aluno escolha até 20% de sua grande curricular.

É interessante notarmos o quão benéficas são essas alterações. Todas elas lembram muito as medidas realizadas na Finlândia, país referência na educação. A preocupação com a interdisciplinaridade não é de hoje, e chegaria em bom tempo. O aluno deve compreender que o conhecimento humano não é compartimentado de forma estanque. O aumento da carga horária poderia resultar no arrefecimento das dificuldades dos alunos do ensino público, que teriam acesso a um rol maior de conteúdos. Por fim, a escolha da grade curricular é o maior dos avanços. Dar liberdade para o aluno escolher suas disciplinas é fazê-lo refletir sobre suas necessidades e afinidades cognitivas e consequentemente despertar seu interesse pela escola.

A única medida adotada na Finlândia e descartada pelos especialistas do MEC é a de valorização do professor. Na Finlândia um professor para lecionar deve ter título de Mestre, além de o salário ser equiparado ao de qualquer outro profissional que tenha tal formação.
A proposta com as modificações deve ser votada pelo CNE até julho. Os estados têm autonomia para adotar. O MEC pretende aplicar as mudanças já no ano que vem nas 100 piores escolas do país de acordo com os resultados do ENEM.


Espero que antes dessas modificações os Estados tenham bom senso para respeitar a jornada dos professores, 1/3 em atividades fora da sala de aula, medida que contribuiria para uma melhora na qualidade das aulas.